domingo, 10 de maio de 2020
sábado, 25 de abril de 2020
A responsabilidade de escrever aqui eh enorme.
Qualquer coisa salva, mesmo que em rascunho, estará para sempre aqui.
E hoje, eu nem tão lúcida o quanto deveria, me pego a filosofar sobre coisas que tenho aprendido, na marra como diz a minha mãe.
O silencio incomoda. mas nem tanto quanto a confusão que acontece na minha cabeça. São tantas vozes diferentes, e tantas versões de mim que não sei como consigo encontrar uma linha de raciocínio.
Me sinto todos os dias representando tantos papeis, que no final do dia não sei quem sou eu de verdade.
Acordo engolindo desejos e sonhos que nem sabia que os tinha, engulo saudades que me doem os ossos. Sinto todos os dias vestindo "carapuças" a dor de não poder ser quem eu realmente sou.
Sinto a dor de tentar me encaixar em caixas que não me pertencem. Sinto a dor da incompreensão em todas as facetas da minha "nobre" vida.
Meus sonhos me doem. Acordo confusa, dormente.
Levo horas pra voltar. A saudade eh tão grande, de tanta coisa. Em especial de mim
De quando eu não sentia problemas para sentir. De quando sentir era natural.
De quando eu me defendia acima de tudo, sem NUNCA pisar em ninguém.
De quando eu me sobressaia naturalmente sem sentir duvidas sobre mim mesma.
Saudades de quando a vida era menos... menos assustadora.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Sobre inícios, fins e o que eu penso...
Manhã de quarta-feira, 16 de maio
de 2013 – Quase oito e meia da manhã.
Adiando cada vez mais um primeiro
post pro meu blog criado há um ano atrás, e um ano inteiro pensando em vários
assuntos para faze-lo, cá estou. Aproveitando uma aula de Direito Penal para me
concentrar em alguma coisa de fato (já que no assunto da aula nunca consigo).
Primeiro, o fato de estar
escrevendo num blog que só eu sei o endereço: pois então, por enquanto é uma
das coisas mais idiotas que vou fazer, mas acho que as pessoas que me conhecem
não precisam ler certas coisas. Vai servir como um desabafo, se alguém passar por
aqui por acaso, ou se um dia eu resolver divulgar pra alguém tudo bem. Agora eu
simplesmente quero colocar meus pensamentos “ao vento”, na esperança que alguém
os encontre sem querer.
Passei há alguns dias por uma
semana sem amor. Essa seria a melhor semana para começar a escrever alguma
coisa. Estava com o coração gelado, nada me comovia. Quis matar meu namorado,
sair de casa, viajar sem olhar pra trás. Quis terminar amizades, tive casos “extraconjugais”
em pensamento e tive vontade de não falar com ninguém. Hoje passou, bom e ruim.
Por ser passional demais, gosto de aproveitar inteiramente os dias que meu
coração se permite a um pouco de maldade e “não envolvimento” á vida e
problemas alheios.
Não que eu seja uma pessoa sem
maldade, mas no geral hoje em dia (já fui muito diferente) eu penso mais nos
outros do que em mim. Primeiro é o que meus pais querem, o que meus amigos
pensam, o que meu namorado quer e depois EU. Quando acordo fico como na semana
passada, “sem amor”.
Hoje o amor voltou, na verdade
acho que foi na segunda-feira que isso aconteceu, o porquê disso trato num outro
momento. E hoje, apesar do amor ter voltado, continuo pensando muito nas coisas
que eu quero e nas coisas que esperam de mim. Esse clima de encerramento que
cerca esse ano devido ao fim da faculdade parece que está a dividir minha vida
de “criança” da minha vida adulta. Isso não significa que não tenho
responsabilidades, o que quero dizer é que preciso começar a “fazer” minha
vida. Não posso ficar na barra da saia da minha mãe pra sempre. Preciso criar coragem e assumir o que eu
quero e ir atrás disso de uma vez por todas.
Quero viajar, quero comprar um
carro, uma casa, ganhar dinheiro. Quero fazer um curso de inglês, francês e
espanhol. Quero fazer aulas de canto, bateria, academia, dança e culinária.
Quero fazer uma segunda graduação também, mas isso depois de concluir alguns
dos desejos anteriores.
De imediato, a ideia que não se
afasta da minha cabeça é a chance de ir pro Japão. Namorar o Ricardo tem
aguçado cada vez mais a vontade de conhecer o país, e a vontade de ficar um
tempo viajando e conhecendo o mundo. O único empecilho é o fato que devemos
estar pelo menos um ano casados para que me concedam o visto de trabalho. Esse
negócio de casamento no papel tira meu sono! Vai que não dá certo?? Serei uma “divorciada”
e isso não me parece legal. Não quero escrever nos formulários no estado civil
que sou divorciada. Dai vem o problema do meus pais e o que eles querem, acho
que eles vão enlouquecer com o fato de eu apressar as coisas apenas para
conseguir um visto.
“Ah, mas se você tivesse certeza
que ele é o homem certo você não teria esse medo”. PARA TUDO!!! Não consigo nem decidir se vou comer sushi ou
churrasco no almoço sem medo de me arrepender, até parece que não vou ter medo
de tomar uma decisão dessas: casamento. E o fato de não conseguir escolher
entre sushi ou churrasco não significa que gosto de um mais que o outro, apenas
significa que admiro tanto as qualidades dos dois que não consigo escolher um a
outro. É uma analogia estranha, mas funciona pra mim, é bom estar solteira e
ter a liberdade de não estar casada, e seria ótimo estar casada com uma pessoa
maravilhosa como meu namorado, apenas não consigo ter certeza que amanhã vou
querer a mesma coisa que quero hoje. Minha maior dificuldade é tomar decisões,
tão complicado quanto me concentrar.
Apesar de ser uma romântica incurável,
quando o assunto é casamento minha vontade é de pular essa etapa. Ou fechar os
olhos como quando estamos assistindo um filme de terror, hehe. Pois é, quem diria
Heloisa com medo de casamento. E como tenho medo. Gosto da liberdade que tenho
de ir e vir e poder terminar e iniciar as coisas como e quando quero (quando a
indecisão não me impede). O fato de estar casada; eu serei como um pássaro com
asas cortadas, ou um leão dentro de uma jaula. Gosto de poder dormir na minha
própria cama e ter meus momentos de solidão, coisa que com um marido não terei
o prazer de fazer.
Dar explicações me aborrece, e serviços
domésticos eu pago pra não fazer. Jamais me tornarei uma “senhora dona de casa”
e de forma alguma quero que exijam isso de mim, certamente decepcionarei muitas
pessoas se esperam que eu assuma um lar e seja uma mulher exemplar. Não sei ser
assim e não faço questão de aprender, não nasci pra aturar gente folgada. Os
maridos que conheço fazem de suas esposas senhoras do lar. Elas lavam e passam
as suas roupas, fazem sua comida, limpam a casa e se sentem extremamente gratas
quando por ventura eles secam uma louça ou se dão ao trabalho para tirar a
mesa.
A vida que imagino é diferente,
quero dias sem rotina, quero passeios, um parceiro que me ajude e não um
encosto. De encosto já basta eu mesma, de resto quero leveza!!
domingo, 17 de junho de 2012
Olá
Cansada de ler bosta na internet, resolvi escrever as minhas próprias. Assim leio minhas próprias bobagens e paro de me cansar com tamanha merda que encontro diariamente na rede.
Dizem que na internet podemos ser quem nós quisermos, eu resolvi ser eu mesma.
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